epiCategoriasEquipamentos de Proteção

Sabe qual o tipo de EPI a utilizar na Saúde ?

equipamento de proteção individual (epi) deve ser adequado ao meio onde cada profissional está inserido. Desta forma, ao longo de todo o conteúdo iremos abordar esta questão de um ponto de vista simples e objetivo para que todos consigam perceber qual os EPIS mais aconselhados na saúde.

O equipamento de proteção individual é utilizado para proteger o utilizador de um possível contacto com as bactérias que podem pôr em risco a saúde individual de cada um. Esta barreira estabelece uma distância essencial capaz de reduzir a hipótese de contrair vírus e bactérias.

Os epis não vão proteger apenas os profissionais de saúde mas também os pacientes de possíveis infeções.

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Equipamentos de Proteção Individual na Saúde

Como já mencionado anteriormente, o risco em ambiente hospitalar é alto, e, como tal, devem ser utilizados equipamentos de proteção individual adequados para que se consiga reduzir esse mesmo contacto. No entanto, é bom relembrar que este tipo de equipamentos podem causar lesões fruto do seu contacto com a pele. É também fundamental adotar medidas para diminuir este risco.

Devido ao recente surto epidémico, foi elaborada pela Direção Geral da Saúde uma norma que vai ao encontro de uma série de boas práticas para a utilização de equipamento de proteção individual, bem como algumas medidas a adotar para evitar possíveis infeções.
Pode aceder se clicar aqui.

Diferentes Tipos de Equipamento de Proteção Individual na Saúde

  • Luvas de vinil – As luvas de vinil estabelecem uma barreira aquilo que pode resultar numa ameaça à saúde humana. Este tipo de luvas caracterizam-se por uma elasticidade baixa e com uma resistência moderada a perfurações.
  • Luvas de látex – As luvas de látex têm múltiplos usos, adequadas à utilização para vários setores, caracterizam-se com um alto nível de elasticidade e resistência a perfurações.
  • Máscaras Cirúrgicas – Estas são as máscaras mais utilizadas entre a diversa panóplia de máscaras existentes no mercado. São recomendadas e utilizadas essencialmente em ambiente hospitalar e clínico.
  • Máscaras Antifiltrantes – Constituídas pelo próprio material filtrante podem ter um formato plano ou moldado. A eficácia deste depende do seu material e também, da capacidade do elástico em se ajustar à cara do utilizador.
  • Fato de Proteção – São fatos de proteção 100% impermeáveis, de utilização única, para uma proteção total de quem utiliza. Este tipo de fatos são ideais para uma proteção completa do pescoço e restante corpo.

Como escolher as luvas certas?

Primeiramente, todas as luvas fornecidas devem encaixar perfeitamente na mão da pessoa que a vai utilizar. Se as luvas forem muito grandes, irá ser difícil de manusear objetos e garantir a precisão dos movimentos. Além disso, será muito mais fácil contrair eventuais infeções.

Nota para o manuseamento de produtos químicos. Em caso de contactar diretamente com estes, recomendamos que verifique a ficha técnica do material de forma a perceber qual a luva mais indicada para contactar com este tipo de produtos.

Alertamos também para a não utilização de cremes ou loções corporais, a menos que os mesmos sejam aprovados para o uso com luvas de látex.

Quando é que a utilização de EPI é recomendada?

A utilização de equipamentos de proteção individual é recomendada a todos os profissionais de saúde sempre que assistem qualquer paciente, a toda a equipa de suporte que necessite de entrar no quarto, enfermaria ou outro tipo de espaços que assim o obriguem. Estão também abrangidos neste leque, todos os profissionais de laboratório.

A utilização de epi na saúde é fundamental para uma proteção completa contra vírus e bactérias. Com toda a importância que isto acarreta, é necessário cada vez mais existir uma maior atenção aos detalhes e à importância da utilização de equipamentos de proteção individual de forma a que seja possível prevenir eventuais doenças e evitar contactos com germes e bactérias.

Pode encontrar tudo o que necessita para a sua proteção, no nosso site online. Basta selecionar o artigo que pretende, adicionar à sua lista de orçamento e enviar o seu pedido. Se preferir, contacte-nos através de um dos nossos formulários ou então, pelo número de telefone.

Estamos sempre disponíveis para o ajudar em qualquer dúvida que tenha sobre os equipamentos de proteção individual mais adequados ao seu local de trabalho.

calcado-de-segurancaCategoriasEquipamentos de Proteção

Tudo sobre Calçado de Segurança com Biqueira

A utilização de calçado de segurança é fundamental para proteger o trabalhador contra uma variedade de perigos e lesões. É crucial que o calçado utilizado não seja substituído por qualquer outra proteção.

Se vai comprar calçado de trabalho com biqueira de segurança, é importante não só conhecer as normas e características do calçado de proteção, mas também compreender os materiais que o constituem, já que podem ter influência na sua performance. Já deve ter reparado que algumas botas de trabalho têm nas suas especificações biqueiras de aço, enquanto outras possuem biqueiras de compósito. Embora ambos os materiais sejam diferentes, têm a mesma finalidade: proteger os pés do impacto. Vamos então às diferenças entre calçado de segurança com biqueira de aço e biqueira em compósito.

Calçado de Segurança com Biqueira em Compósito

O calçado de segurança com biqueira em compósito – comumente conhecida por biqueira composta – é constituído por materiais não metálicos como kevlar, fibra de carbono, plástico ou fibra de vidro. Têm vindo a ganhar popularidade ao longo do tempo porque oferecem um maior conforto, não confundem os detetores de metal e oferecem a melhor resistência ao seu pé. São assim, por exemplo, uma escolha acertada para eletricistas e engenheiros.

As botas com biqueira em compósito são cerca de 30% mais leves, quando comparadas com o calçado de biqueira de aço. Geralmente incluem tecnologia de conforto incorporada e ajustada ao design da bota de forma a que sejam utilizadas por longos períodos de tempo.

Estas botas são a melhor escolha para um clima ao ar livre, uma vez que não fazem condução térmica.

Fibra de Carbono

As fibras de carbono são, de longe, as mais antigas e as mais utilizadas em aplicações de alto desempenho. No entanto, além de serem menos resistentes ao impacto, podem causar corrosão nos metais com os quais entram em contacto devido à condução elétrica.

Fibra de Vidro

Atualmente, a grande maioria das fibras utilizadas nas botas em compósito são fibras de vidro. Embora a fibra de vidro pese mais do que a fibra de carbono, é mais resistente ao impacto e não quebra tanto como a fibra anterior. É a fibra mais comum nas botas em compósito.

Prós e Contras do Calçado com Biqueira em Compósito:

  • Mais leve em comparação com uma biqueira de aço, reduzindo o stress, a fadiga nas pernas e  as articulações durante longos dias de trabalho ✔️
  • Calçado de trabalho sem metal, práticas ao trabalhar em ambientes elétricos perigosos ou locais de trabalho com detetores de metais, como tribunais ou aeroportos ✔️
  • Não conduz calor ou frio em temperaturas extremas, originando um maior conforto ✔️
  • Usado principalmente numa faixa de qualidade e preço mais alta de botas de trabalho com biqueira de segurança ❌
  • Mais grossas e volumosas em comparação com as botas de trabalho com biqueira de aço ❌

Calçado de Segurança em Biqueira de Aço

O calçado com biqueira de aço é geralmente mais adequado a trabalhos na construção civil uma vez que oferece uma proteção maior quando é exposto ao contacto com metais, por exemplo. Em relação ao calçado de segurança com a biqueira em compósito, é mais barato.

No entanto, nem tudo são vantagens. O calçado de proteção com biqueira em aço é mais pesado quando comparado ao calçado com biqueira em compósito, além disso, também faz condução térmica. Por isso, a biqueira de aço faz com que o calçado se torne menos confortável de usar por longos períodos de tempo.

Prós e Contras do Calçado com Biqueira de Aço:

  • As botas de segurança com biqueira de aço oferecem uma maior proteção quando comparadas com botas de biqueira em compósito. Em especial, para ambientes de risco, com o manuseamento de equipamentos muitos pesados, como, motosserras ou trituradores ✔️
  • São botas mais baratas quando comparadas com as botas de biqueira em compósito ✔️
  • Mais pesadas em comparação com uma biqueira de compósito ❌
  • Não são adequadas para trabalhadores que necessitam de caminhar durante longos períodos de tempo ❌
  • Não é recomendada a sua utilização em trabalhos onde seja necessário passar regularmente em verificações de segurança em metal ❌
  • Fazem condução térmica e elétrica ❌

Que tipo de calçado de segurança é mais adequado à minha necessidade?

Esta é uma das dúvidas que surge mais frequentemente quando os nossos clientes nos procuram para comprar calçado de proteção. Uma vez que a oferta do mercado é variada, sem o aconselhamento necessário, pode cometer um erro.

Quando se trata de botas de segurança, é importante analisar e responder a algumas questões.

  • É para uma utilização regular ou semi periódica?
  • Qual o nível de proteção que necessito?
  • Existe perigo de esmagamento ou perfuração nos pés, propiciados por equipamentos de trabalho pesados ?
  • As condições climatéricas são de calor intenso ou de chuva?
  • Os trabalhadores passam regularmente por detetores de metal?

Depois das respostas a estas perguntas, já irá conseguir escolher qual o calçado de segurança mais adequado para as suas necessidades ou, para os trabalhadores da sua empresa.

Qual é o tipo de calçado mais adequado para o meu trabalho?

O calçado de segurança mais adequado é aquele que mais se adequa ao seu ambiente de trabalho. Dependendo do cargo e do setor onde trabalhar, existem diferentes tipos de calçado a utilizar.

  • Em trabalhos de obras ou minas, deve-se privilegiar o calçado da categoria s3, ou s5 em ambientes com muita água.
  • Na indústria agroalimentar, deve utilizar o calçado de segurança de categoria S1, ou S1P. De acordo com o piso, este poderá ser SRA ou SRB.
  • Em laboratórios, nomeadamente indústria química, deverá utilizar calçado da categoria S1 , ou S2, caso haja riscos de respingos.
  • Numa oficina , de forma geral, calçado de categoria S1 ou S1P, é suficiente. Embora, alertamos sempre para adaptar o tipo de proteção às diferentes atividades executadas em oficina.
  • Na indústria automóvel, o calçado utilizado deve ter proteção para riscos específicos. Geralmente de categoria S1, e adaptar depois as características mediante a tarefa. ESD, HRO ou SRC ESD.

O calçado de segurança é um requisito?

Em grande parte das indústrias e, como mencionado anteriormente, a utilização de calçado de proteção é um requisito para uma grande parte dos trabalhos. Contudo, a entidade patronal costuma especificar que tipo de bota é que deve usar.

Depois de determinar os requisitos de segurança a adotar, existe uma grande variedade de botas de trabalho à sua escolha. Encontre o calçado que mais gosta através do nosso site.

Conclusão

Quer as botas de biqueira de aço como as de compósito,  fazem parte do primeiro plano na categoria dos equipamentos de proteção individual. A escolha do calçado é fundamental para proteger a integridade física dos trabalhadores e permitir um maior conforto na hora de “colocar o pé”.

Como mencionado anteriormente, é recomendável pensar em alguns aspetos importantes antes de efetuar a compra. Só assim irá conseguir analisar e avaliar, qual o calçado que melhor se vai adequar às suas necessidades.

Precisa de conselhos, ou ainda tem alguma dúvida sobre botas de trabalho com biqueira de aço ou composta depois de ler este artigo? Não hesite em entrar em contacto com a nossa equipa.

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Sabe o que são equipamentos de Proteção Individual ?

Os equipamentos de proteção individual fazem parte da nossa rotina de trabalho na Sartis, sempre que seja a aplicabilidade da proteção coletiva. Tanto a equipa de logística como a equipa de trabalhos em altura, todos os dias, utilizam EPI’s nas suas tarefas diárias. E a sua equipa, sabe como e quando deve utilizar equipamentos de proteção individual?

O que são equipamentos de proteção individual ?

De acordo com a Diretiva 89/656/CEE, equipamentos de proteção individual, comumente referidos como EPI, caracterizam-se por “qualquer equipamento destinado a ser utilizado ou detido pelo trabalhador para a sua proteção, contra um ou mais riscos suscetíveis de ameaçar a sua segurança ou saúde no trabalho, ou qualquer complemento acessório destinado a esse objetivo”.

Assim, os EPIs são desenhados para minimizar a exposição do trabalhador a acidentes que causam lesões e doenças graves no local de trabalho. Esses ferimentos e doenças podem resultar do contato com riscos químicos, radiológicos, físicos, elétricos, mecânicos ou outros riscos no local de trabalho.

Em que situações devo utilizar os Equipamentos de Proteção Individual ?

Enquanto empregador, deverá selecionar os EPI’s que se ajustam melhor a cada função. A Segurança no Trabalho desempenha aqui um papel vital – e legal – de supervisão na seleção e dimensão dos mesmos.

Além de disponibilizar os EPI’s, será útil instruir e sensibilizar os seus colaboradores para a utilização dos mesmos. Esta instrução deve ter em conta os seguintes parâmetros:

  • Utilizarem o equipamento de proteção de forma adequada;
  • Estarem cientes da importância do EPI;
  • Saberem que tipo de equipamento de proteção é necessário;
  • Entenderem as limitações do EPI na proteção de trabalhadores contra lesões;
  • Colocar, ajustar, vestir e retirar o EPI devidamente;
  • Preservar e manter o equipamento de proteção de forma adequada;

É igualmente importante que o levantamento das necessidades ao nivel dos epis, seja realizado por técnicos competentes, tendo em conta que o errado levantamento das necessidades pode ser prejudicial como a ausência dos equipamentos.

A Agência Europeia para a Segurança e Saúde no Trabalho (OSHA) defende ainda que apesar da utilização dos equipamentos de proteção individual ser essencial, o EPI é “considerado a última linha de defesa”. Deve ser utilizado quando os riscos existentes não podem ser evitados por medidas, métodos ou processos de prevenção inerentes à organização do trabalho. Exemplos como a formação dos trabalhadores para execução de uma tarefa, a logística de trabalho ou a própria rotação de horários devem ser primeiramente consideradas.

Posso utilizar qualquer Equipamento de Proteção Individual ?

Os diferentes tipos de equipamentos de proteção a utilizar devem seguir as funções ou tarefas realizadas pelos trabalhadores. Os riscos presentes na organização devem ser dimensionados em função da categoria, classe de risco e dados corporais dos trabalhadores.

Além disso, todas as organizações que adquiram EPI’s só o devem fazer mediante marcação CE. Esta tem de estar presente e consequentemente toda a informação técnica adequada e fornecida pelo fabricante.

Na loja online da Sartis, consegue encontrar alguns EPI’s que necessita para o seu dia a dia.

Que Partes do Corpo Devo Proteger?

Uma vez que existem diferentes tipologias de trabalho, também existem diferentes formas de o executar e, por conseguinte, diferentes meios utilizados para proteção. É necessária a identificação dos diferentes tipos de EPI existentes e dos diferentes materiais que os compõem.

  • Cabeça – crânio, ouvidos, olhos, vias respiratórias, rosto, cabeça inteira;
  • Membros Superiores – mãos, braços;
  • Membros Inferiores – pé, perna;
  • Diversas – pele, tronco/abdómen, via parentérica, corpo inteiro;

São diversos os riscos existentes para os trabalhadores em contexto de trabalho e, o conhecimento destes é essencial para se conseguirem proteger devidamente com uma utilização correta e eficaz dos EPI’s.

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Conformidade CE nos Equipamentos de Proteção Individual

Todo e qualquer EPI fabricado e posteriormente colocado no mercado tem de obedecer aos requisitos de marcação CE. Estes requisitos representam uma segurança tanto para o fabricante que se encontre certificado para produzir determinado EPI, como para o comprador do equipamento, que assim tem possibilidade de efetuar uma compra segura e dentro dos parâmetros legais existentes.

As informações obrigatórias devem responder aos requisitos de marcação CE, sendo uma obrigatoriedade para qualquer fabricante de EPI incluir nos seus produtos informação, redigida na língua portuguesa, acerca de uma série de requisitos:

  • Nome e endereço do fabricante;
  • Marca, modelo e referências do EPI;
  • Instruções de armazenamento, utilização, limpeza, manutenção, revisão e desinfeção;
  • Resultados obtidos em ensaios de conformidade efetuados para determinar os níveis ou classes de proteção do EPI, somente em casos em que tal é aplicável;
  • Acessórios utilizáveis com EPI e, mais uma vez somente em casos em que é aplicável, características de peças sobresselentes;
  • Classes de proteção adequadas a diferentes níveis de risco e aos limites de utilização correspondente;
  • Data ou prazo de validade, ou se for aplicável, dos seus componentes;
  • Género de embalagem apropriado para transporte do EPI;
  • Significado de marcações, símbolos ou pictogramas apostos no EPI;

Conclusão

A utilização de equipamentos de proteção individual é essencial para uma proteção correta e adequada dos profissionais. Reduzindo qualquer tipo de ameaça ou risco para o trabalhador. É da obrigação dos supervisores e faz parte das obrigatoriedades da entidade patronal, garantir que os profissionais utilizem de forma adequada os equipamentos de proteção individual.

Na Sartis encontrará os equipamentos de proteção que necessita para uma proteção completa e cuidada. Independentemente da proteção que necessitar, estamos aqui para o ajudar.

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CategoriasTrabalhos em Altura

Equipamentos de Proteção Individual para Quedas em Altura

Equipamentos de Proteção Individual para Quedas em Altura

 

Já falamos inúmeras vezes da importância de escolher os equipamentos de proteção individual e coletiva adequados a cada trabalho vá executar. Mas saber utilizar devidamente os equipamentos é absolutamente vital, principalmente se estamos a trabalhar em altura.

Para reforçar esta ideia, em 2017 foi atualizada a NP EN 365:2017 “Equipamento de protecção individual para a prevenção de quedas em altura. Requisitos gerais de utilização, manutenção, exames periódicos, reparação, marcação e embalagem”

Esta norma especifíca os requisitos gerais mínimos relativos à utilização, manutenção, exame periódico, reparação, marcação e embalagem de EPI, que incluem dispositivos de preensão do corpo, bem como de outros equipamentos utilizados em conjunto destinados a prevenir quedas, para acesso, saída e posicionamento na execução de trabalhos, para reter quedas e para salvamento.

 

Proteção Auditiva

Atualização da EN 365:1992

O que alterou?

  1. Introdução de requisitos gerais aplicáveis à embalagem
  2. Revisão do âmbito de aplicação – requisitos mais vastos, objetivando abranger a crescente diversidade de EPI contra quedas em altura, que têm surgido no mercado desde que a norma EN 365:1992 foi adoptada.

Requisitos da Norma

 

  • Generalidades

O fabricante deve elaborar instruções de utilização, manutenção e exame periódico para cada EPI para a prevenção de quedas em altura, na língua oficial do país de destino do fornecimento.

  • Instruções de Utilização e Manutenção

As instruções de utilização devem ser documentadas por escrito, de forma não ambígua e legível; visando a utilização correta e segura do EPI para a prevenção de quedas em altura.

  • Instruções de Exame Periódico

a) Clarificar a necessidade de realização de exames periódicos regulares, objectivando a eficiência e durabilidade do EPI para a prevenção de quedas em altura;

b) Recomendar a frequência dos exames periódicos (legislação, condições ambientais, frequência de utilização…) – A recomendação deve mencionar que os exames periódicos devem ser realizados com uma periodicidade mínima de 12 meses;

c) Informar que os exames periódicos só podem ser realizados por pessoa competente (Entende-se por pessoa competente – pessoa com conhecimentos sobre os requisitos de exame periódico, bem como as recomendações e instruções do fabricante aplicáveis ao componente relevante, subsistema ou sistema);

d) Notificar que os exames periódicos devem ser apenas realizados pelo fabricante ou uma entidade autorizada pelo fabricante, quando considerado necessário pelo fabricante (ex.: devido à complexidade ou inovação do EPI para a prevenção de quedas em altura);

e) Verificar a legibilidade das marcações do produto.

  • Instruções de reparação

Caso a reparação seja autorizada pelo fabricante, devem ser fornecidas instruções de reparação elaboradas na língua oficial do país onde o EPI vai ser utilizado. Deve ser destacado que a reparação deverá seguir estritamente a instrução redigida, e apenas pode ser executada por pessoa competente e autorizada pelo fabricante.

  • Registos

É recomendado manter um registo por cada equipamento, onde deverá ser registado, por exemplo, datas dos exames periódicos.

  • Exame Periódico

Os fabricantes são responsáveis por aprovisionar informações e recursos necessários que permitam a pessoa competente realizar os exames periódicos. (listas de verificação, lista de ferramentas especiais, instruções)

  • Marcação

Deverá conter as informações: fabricante, produto, modelo e tipo, número de série.

  • Embalagem – REQUISITO NOVO!

Os fabricantes devem tomar medidas para assegurar que a embalagem do equipamento previne possíveis danos e deteriorações durante o seu transporte.

O que altera diretamente para o utilizador?

Nada. As alterações são diretamente aplicáveis apenas ao fabricante do EPI para a prevenção de quedas em altura.

Se é empregador deverá ter em atenção à periodicidade de realização do exame dos EPIs. Não se esqueça que os EPIs para prevenção de quedas em altura devem ser verificados, no mínimo, uma vez por ano por pessoa competente.

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CategoriasNormas Regulamentos

Já conhece o novo Regulamento (UE) 2016/425 ?

A partir do próximo dia 21 de Abril, o Regulamento (UE) 2016/425 passa a substituir a Diretiva 89/686/CEE (com exceção da Secção IV). Neste artigo, pretendemos esclarecer o que podemos esperar com a entrada em vigor do Regulamento.

O Regulamento UE 2016/425 estabelece os requisitos para a conceção e fabrico de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) . Tem como finalidade promover a saúde e a segurança dos utilizadores ao definir regras sobre a livre circulação de EPIs na União Europeia. Além disso, fornece uma classificação detalhada dos EPI´S por níveis de desempenho e especifica três categorias tendo por base as definições de risco.

A substituição da Diretiva 89/686/CEE pelo Regulamento (UE) 2016/425 não ocorre ao acaso. É uma forma de garantir que os requisitos fundamentais de segurança e saúde bem como os procedimentos de avaliação de conformidade são aplicados de forma idêntica em todos os Estados-Membros, uma vez que os regulamentos não permitem transposições divergentes.

O que muda com o Regulamento da União Europeia ?

Entre as principais mudanças que o novo regulamento trás consigo, destacam-se as seguintes:

  • Um aumento da gama de produtos sujeitos ao procedimento de avaliação da conformidade relativo à fase da produção;
  • A perda de audição induzida por ruído passa a ser reconhecida como um dano permanente e irreversível para a saúde. Assim, os Protetores Auditivos (anteriormente na Categoria II) passam a pertencer à Categoria III.
  • A Certificação CE passa a ter uma validade correspondente a cinco anos desde a sua data de expedição. Os certificados devem ser renovados periodicamente;
  • Já não é exigido que nas instruções de utilização dos EPIs tenha a indicação das curvas de transmissão. Constatou-se que é suficiente para o utilizador do EPI apenas a indicação do fator de proteção.
  • Foi retirado o requisito de “não exceder os valores-limite de exposição dos trabalhadores a vibrações mecânicas” definidos pela legislação da União Europeia, pelo facto da utilização de EPI, só por si, não permitir o cumprimento de tal objetivo;

E o presente regulamento afeta de alguma forma os utilizadores de EPIs ?

A resposta é não. Os utilizadores de EPIs não são diretamente afetados, porque o regulamento só lida com as condições sob as quais o EPI deve ser colocado no mercado, ou seja, abrange os fabricantes, importadores e distribuidores.

Período de Transição

O Regulamento permite que os produtos estejam em conformidade com a Diretiva 89/686/CEE e que tenham sido colocados no mercado antes do dia 21 de Abril de 2019, possam ser disponibilizados no mercado e mantêm-se válidos até 21 de Abril de 2023 os certificados de exame “CE”, exceto se estes caducarem antes da referida data.

 

 

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